Crônica: Decidi meu futuro.

the future is so brigth
O futuro é tão brilhante

 

Na última semana, durante uma conversa com a minha irmã, de 11 anos, ela me disse que quando crescesse queria ser médica e eu disse que até lá, ela já teria mudado de ideia.Na hora, eu lembrei de quando tinha a idade dela e de quantas profissões eu já almejei. Veterinária, bailarina, atriz, “pintora”, médica, cantora, arquiteta(foi a que eu tinha certeza que seria), internacionalista, turismóloga, mas jornalista nunca foi uma opção.

Com 17 anos, a idade que eu deveria escolher a profissão que eu seguiria para o resto da minha vida (porque essa é a pressão que colocam em você), eu não fazia ideia! Já tinha desistido de arquitetura por causa de um professor; para relações internacionais, não passei nos vestibulares; vi que turismo não era o que eu queria. E agora?

Acabei a escola, eu tenho que fazer alguma coisa! Então, de alguma forma, fui parar em Comunicação Social, mas para Publicidade e Propaganda, e lá eu descobri que a maioria dos meus colegas, também não sabiam, exatamente, o que estavam fazendo. As aulas eram legais, mas eu ficava pensando: é isso mesmo?

Até que eu conheci a Professora Renata Feital, (ela, provavelmente, não sabe o meu nome e nem lembra de mim, mas eu vou levar ela pro resto da vida) logo no primeiro dia de aula, ela contou a história de quando ela foi alfabetizar as prostitutas da “Vila Mimosa”. A Prof.ª Feital é uma jornalista, que parece que já fez de tudo na vida e sempre fez a gente pensar fora da caixinha, para alunos que acabaram de sair da escola, no primeiro período da faculdade, pensar fora do comum não é incentivado, mas o sistema não o nosso foco, e sim, como as aulas dela me fizeram decidir pular de Publicidade para Jornalismo e sobre como eu(acho) me encontrei.

E agora, perto de me formar, não me arrependo da mudança. Talvez não seja o meu dom e talvez eu vá trabalhar com alguma coisa totalmente diferente quando acabar a faculdade, mas eu também sei, que eu não precisava ter me cobrar tanto 4 anos atrás, porque se eu não tinha me encontrado, eu poderia buscar até achar e, em algum momento, eu acharia. E agora? Agora eu quero me formar em Jornalismo, mas já quero fazer Relações Públicas, porque outra professora já me inspirou também, e se eu não gostar, sem problemas! 

Hoje, minha irmã falou que quer ser advogada, dessa vez, eu só ri.

  • Escrevi essa crônica para um trabalho da faculdade, gostei tanto dela que resolvi compartilhar com vocês, o que acharam? Talvez eu faça uma sessão de crônicas aqui! Me falem nos comentários!

 

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