#GIRLBOSS e a ambiguidade de Sophia

Há algum tempo fiz uma resenha do livro #GIRLBOSS de Sophia Amoruso, a criadora de Nasty Gal, e eu falei sobre o quanto eu tinha achado a historia dela !

Por isso, quando vi que o livro se tornaria uma séria da netflix achei sensacional e aguardei ansiosamente o dia da estréia! O que falar então da minha “decepção” quando a inspiradora Sophia Amoruso se tornou a arrogante Sophia Marlowe?

Não odiei a personagem de cara, mas confesso que não caí de amores e foi difícil aturá-la em algumas muitas situações da série!

Embora no começo de cada episódio se diga que foi baseada em uma história real, mas “com uma margem beeem larga” é difícil não compara a Sophia do livro, com a Sophia da série!

Li uma matéria, realmente, muito interessante no site Minas Nerds sobre os julgamentos que fazemos com a Sophia com relação à ambição feminina e como a sociedade vê as mulheres que são ambiciosas como insuportáveis! E, até certo ponto, eu concordo muito com o que a Gabriela Franco escreveu (por favor, leiam), porém com uma admiradora do trabalho que Sophia Amoruso fez é muito difícil visualizar sobre a pessoa que eu li, sobre a pessoa que estou vi!

Durante a construção de seu empreendimento, Sophia, com certeza, encarou muita gente que não acreditou em seu trabalho e em sua capacidade (como temos o pai dela durante toda a série, achando que ela não é capaz) e ela teve que usar o triplo de sua determinação, para provar a todos como eles estavam errados e, claro, pra isso ela teve que ser forte, determinada e não deixar ninguém pisar nela e não se consegue isso sendo fofa e agradável para todos!

Ela trabalhou duro e merece o mérito por tudo que conseguiu!

GILBOSS SOPHIA MARLOWE SOPHIA AMORUSO

O problema de Sophia Marlowe é sobre ela não precisar de ninguém, vemos uma personagem que a todo instante diz não querer/ precisar da ajuda de ninguém, porque eles vão atrapalhá-la, mas quando ela não consegue atingir seus objetivos, ela volta a essas pessoas pedindo ajuda. Provavelmente, a personagem que mais “sofre” com o temperamento de Sophia é a melhor amiga Annie( ❤ ) , a maior entusiasta e apoiadora da amiga, que a todo momento é jogada de lado e largada. Ser independente significa que você não depende de ninguém, mas é diferente de não precisar de ninguém. Para criar uma empresa como a que a Nasty Gal se tornou, Sophia não fez tudo sozinha, como ela mesma conta no livro e agradece a todos os envolvidos nessa criação. A empresa é dela, a criação é dela, os créditos pelo sucesso são dela, como já falei, ela merece todo o mérito, mas ela não fez tudo sozinha!

Mas se você não assistiu, por favor, não pense que ela é todo mal! Não! Aprendemos com Sophia que o caminho para o sucesso não é fácil, ele é trabalhoso, precisa de dedicação e muito esforço e muitas vezes vamos nos decepcionar no caminho para chegar lá (alô, pai e Shane), mas com determinação, garra, força de vontade e trabalho duro, você chega lá, assim como Sophia Amoruso/Marlowe chegou!

Você vai passar os 13 episódios da primeira temporada amando e odiando Sophia em diversos momentos da série, mas no final, você vai querer ser como ela e construir o seu próprio império de sucesso!

#GIRLBOSS é um livro que vale a pena ler e uma série que vale a pena ver! Além de todo girl Power que temos, ainda tem os incríveis figurinos marcantes de Sophia e Annie com um ar 70s e 60s!

  • E você, já assistiu #GIRLBOSS? O que achou de Sophia e da série em si?

Fotos:Divulgação
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Obrigada 2016

Olá olá!

Depois de uma grande pausa no blog mais uma, aqui estamos! Um muito obrigada para você que está aqui, estando desde o começo (fizemos dois anos de Ela é Carioca 😀 ) ou chegando agora, obrigada

E como o ano acabou de começar, já tenho minha lista de metas e resoluções pronta, assim como em 2015 e 2016, mas dessa vez eu resolvi fazer diferente, em vez de mostrar aqui o que eu quero fazer em 2017, eu resolvi agradecer pelas coisas que aconteceram em 2016!

Sinceramente, não foi um grande ano, não foi o melhor e a maioria das pessoas achou que não iria conseguir sair vivo de 2016 (e todos estávamos morrendo de medo que em 31 de dezembro à meia noite, ele fosse virar para 2016.2), mas aqui estamos e em 2017 teremos novas oportunidades para transformá-lo!

Também não tive grandes acontecimentos, mas eu quero agradecer os pequenos e bons momentos que aconteceram, porquê são essas pequenas coisas que fazem a diferença na nossa vida e nós nunca lembramos de agradecer por eles!

  • Primeiramente (#ForaTemer), eu quero agradecer à minha familia! Meus pais, minha irmã e o cão Theobaldinho, eu, provavelmente, não chegaria nem na esquina se não fosse por eles e eu agradeço por eles todos os dias! Não somos perfeitos, mas se tem uma coisa que temos aqui é amor ❤
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Seja na Disney ou nos almoços de domingo, só tenho a agradecer 😀 
  • Se tem algo que me faz muito grata à 2016 são as amizades! Foi um ano em que eu fortaleci antigos laços, continuei amando amigos de longa data, mesmo não estando sempre por perto, me afastei de algumas e conheci pessoas maravilhosas, que em um tempo muito curto começaram a fazer uma diferença enorme na minha vida!
  • Posso agradecer pela minha saúde? Sempre vejo tantas pessoas sofrendo com as mais variadas doenças, que eu fico muito feliz por ser uma pessoa saudável!
  • Um beijo para uma autoconfiança que foi adquirida no ano que passou! Não que eu tenha me tornado um exemplo de auto estima e poder, mas comecei a me aceitar, me conhecer e me entender melhor. Aprendi que tem coisas que não posso mudar e não será o fim do mundo, mas também que pequenas mudanças fazem toda a diferença!
  • Logo no fim do ano eu mudei de emprego, não fui para o emprego dos meus sonhos, mas apesar do pouco tempo, já aprendi muitas coisas, muito mais no quesito pessoal do que profissional, mas que me ajudam a amadurecer! Obrigada!
  • Eu mudei de emprego, mas sempre vou levar meus alunos comigo e, às vezes, eu sinto tanta falta deles! Dos abraços das crianças, das bobeiras dos adolescentes e das piadas dos adultos! Eles, provavelmente, não têm noção da diferença que fizeram na minha vida!
  • 2016 não foi o ano que me formei na faculdade como planejado, mas em 2017 vai! E esse ano eu tive alguns professores (dois em especial) que me fizeram enxergar o futuro de uma forma diferente e deram uma nova perspectiva a uma aluna que estava se sentindo, e ainda se sente um pouco, confusa em relação ao que vem por aí!
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Meu Theobaldinho que me faz tão feliz com essa cara de pidão ❤

Essas são algumas das coisas que me fizeram muito feliz sobre 2016 (embora eu ainda não o tenha perdoado por levar Alan Rickman 😥 ), mas por último, eu quero agradecer a cada pessoa que acessou esse blog, que não é melhor e nem o maior, mas que é feito com muito carinho! Obrigada à todxs leitores! ❤

E vamo que vamo em 2017 😛

  • E vocês? O que 2016 trouxe de bom pra vocês? Pode ter sido um amor, uma viagem ou só um almoço especial, mas conta aqui pra mim 😉 

 

 

Crônica: Decidi meu futuro.

the future is so brigth
O futuro é tão brilhante

 

Na última semana, durante uma conversa com a minha irmã, de 11 anos, ela me disse que quando crescesse queria ser médica e eu disse que até lá, ela já teria mudado de ideia.Na hora, eu lembrei de quando tinha a idade dela e de quantas profissões eu já almejei. Veterinária, bailarina, atriz, “pintora”, médica, cantora, arquiteta(foi a que eu tinha certeza que seria), internacionalista, turismóloga, mas jornalista nunca foi uma opção.

Com 17 anos, a idade que eu deveria escolher a profissão que eu seguiria para o resto da minha vida (porque essa é a pressão que colocam em você), eu não fazia ideia! Já tinha desistido de arquitetura por causa de um professor; para relações internacionais, não passei nos vestibulares; vi que turismo não era o que eu queria. E agora?

Acabei a escola, eu tenho que fazer alguma coisa! Então, de alguma forma, fui parar em Comunicação Social, mas para Publicidade e Propaganda, e lá eu descobri que a maioria dos meus colegas, também não sabiam, exatamente, o que estavam fazendo. As aulas eram legais, mas eu ficava pensando: é isso mesmo?

Até que eu conheci a Professora Renata Feital, (ela, provavelmente, não sabe o meu nome e nem lembra de mim, mas eu vou levar ela pro resto da vida) logo no primeiro dia de aula, ela contou a história de quando ela foi alfabetizar as prostitutas da “Vila Mimosa”. A Prof.ª Feital é uma jornalista, que parece que já fez de tudo na vida e sempre fez a gente pensar fora da caixinha, para alunos que acabaram de sair da escola, no primeiro período da faculdade, pensar fora do comum não é incentivado, mas o sistema não o nosso foco, e sim, como as aulas dela me fizeram decidir pular de Publicidade para Jornalismo e sobre como eu(acho) me encontrei.

E agora, perto de me formar, não me arrependo da mudança. Talvez não seja o meu dom e talvez eu vá trabalhar com alguma coisa totalmente diferente quando acabar a faculdade, mas eu também sei, que eu não precisava ter me cobrar tanto 4 anos atrás, porque se eu não tinha me encontrado, eu poderia buscar até achar e, em algum momento, eu acharia. E agora? Agora eu quero me formar em Jornalismo, mas já quero fazer Relações Públicas, porque outra professora já me inspirou também, e se eu não gostar, sem problemas! 

Hoje, minha irmã falou que quer ser advogada, dessa vez, eu só ri.

  • Escrevi essa crônica para um trabalho da faculdade, gostei tanto dela que resolvi compartilhar com vocês, o que acharam? Talvez eu faça uma sessão de crônicas aqui! Me falem nos comentários!