Mulheres que Inspiram: Minha Bisavó

Quando falamos sobre mulheres inspiradoras, normalmente, olhamos para celebridades, ícones, personagens famosos, aquelas que deixaram sua marca no mundo, mas já olharam para as mulheres que estão próximas de você? Que estão ao seu redor?

Do começo, eu precisava fazer um trabalho de faculdade onde eu contaria a história de um personagem em dez plataformas diferentes. A minha maior dificuldade, foi encontrar sobre quem eu falaria , não que encontrar dez plataformas fosse ser fácil, mas onde encontrar alguém que tivesse uma história que fosse interessante para ser contada em dez formas diferentes?

Em cima da hora, olhando aquelas fotos de família, me apareceu um par de olhos verdes que me fez querer contar a historia dela para todo mundo!

O nome dela é Bibiana Rumana de Jesus, também conhecida como Dona Biana, ou como eu gosto de chamar: Bisa, ela mesma, a mãe da mãe da minha mãe.

A história dela começa em São Raimundo Nonato, uma cidadezinha no interior do Piauí, a filha de Cícera e Francisco, a irmã mulher mais nova de muitos irmãos. Ela trabalhou na roça desde os oito anos e, assim como nos filmes, tinha que acordar antes do sol, andar quilômetros para conseguir água e criavam bichos, que muitas vezes tinham que sacrificar para se alimentarem, ato que a deixava “pau da vida” porque se apegava ao animais e não queria que eles morressem.

Ela via no sudeste a chance de ter uma vida melhor e, determinada como sempre foi, assim que surgiu a oportunidade ela veio. Conheceu um rapaz que a chamou e se mudou com ele para interior de São Paulo e foram trabalhar numa fazenda, onde teve seu primeiro filho, Lelis e, logo depois, um segundo filho que deu para a família de japoneses, que eram os donos da fazenda e não tinham filhos. Por causa dos maus tratos, abandonou o homem que a levou até São Paulo e voltou para o nordeste com o filho Lelis. Foi lá que teve a primeira filha mulher, Francisca.

Passado um tempo, entrou em contato com um primo que morava no Rio de Janeiro e ele a chamou para vir a cidade e ainda com a esperança de uma vida melhor, veio com os dois filhos de volta para o sudeste. Foi aqui que nasceu o filho caçula, Alex.

Foi aqui que trabalhou por muitos anos como costureira, e até hoje você vai encontrá-la com agulha e linha na mão, e é aonde vive até hoje.

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Agora, por que ela me inspira? Porquê com todas as dificuldades e sofrimentos que ela passou na vida, ela sempre distribuiu amor.

Bibiana cuidou de três filhos, criou a neta para a filha poder trabalhar, cuidou da bisneta para a neta poder trabalhar. Vou falar, o melhor pudim já feito no planeta é o da Bisa. Mas não é só no pudim que ela arrasa, coloca uma máquina de custura na frente dela, que ela vai fazer o que você pedir com o maior carinho! As mãos mágicas, além de costurar e cozinhar, também amam as plantas, não tem muda que não nasça sendo plantada por elas!

Não vai ter uma pessoa na família que não vai concordar que essa velinha arretada e desbocada sabe como amar. A convivência com ela te ensina que não são as coisas materiais que importam e sim o que vem de dentro, mas você não vai aprender isso com palavras, vai ser com os pequenos gestos de amor que ela demonstra por você!

A memória já não é boa, o alzheimer apaga momentos especiais, mas o amor que ta no coração não tem nada que apague.

Afinal, se não é o amor que te inspira, o que importa o resto?

E agora é a sua vez, busque na sua família ou próximo de você, pessoas que te inspirem, que te mostrem o que realmente  importa, o quanto você conhece da história deles?

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filhos, netos e bisnetos ❤

Você quer ver as outras partes dessa história? Elas foram contadas aqui:

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Crônica: Viver o Carnaval.

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A Rainha das Rainhas do Carnaval Carioca: Viviane Araújo

Com a aproximação do carnaval meu facebook estava dividido em dois grupos: os que amam o carnaval e os que odeiam. Eu tava num grupo do tanto faz. Não amo, não odeio. Não sou uma pessoa do samba (na verdade, minha realização pessoal será quando eu aprender a sambar), mas gosto de assistir um pouquinho dos desfiles (só um pouco) e o melhor é sempre o feriado prolongado! Não consigo entender porque o ano só “começa” depois do Carnaval, mas já me habituei tanto que se tenho coisas pra resolver, só faço depois do Carnaval mesmo.

Vejo meus amigos super empolgados com os blocos, a festança e a pegação. Nunca pisei em um bloco de carnaval, eu detesto multidões, então, pensar em andar numa multidão debaixo de um sol escaldante, já me deixa irritada! Esse ano, pensei em dar uma chance e ir em um bloco, mas no dia tantas coisas deram errado no caminho, que não cheguei nem a subir no ônibus. Definitivamente, blocos não são pra mim (o próprio destino me mostrou isso).

O auge do meu aproveitamento carnavalesco, foi no ano de 2013, quando a convite de amigos, desfilei pela Vila Isabel (ano que a escola foi campeã do Carnaval Carioca). Gostei? Adorei! Faria de novo? Provavelmente, não. A parte de estar na Avenida, passar pelo Sambódromo, foram realmente, emocionantes e muito legais, mas os ensaios no meio da semana e as horas de espera para o começo do desfile não me “agradam”. Eu entendo que tudo isso faz parte do comprometimento com a escola e quem ama a sua escola, faz tudo isso de coração aberto, então eu deixo todo esse envolvimento para quem gosta de verdade, mas foi uma ótima experiência para a vida e eu até recomendo!

Esse ano, meu carnaval foi em uma ilha, com amigos, família e praticamente nenhum sinal de celular( 😥 ), achei ótimo, tinha praia, piscina, crianças e muuuita comida, o tema “Carnaval” quase passou desapercebido, mas teve um baile para as crianças e eu assisti metade do desfile do Salgueiro, só pra poder ver a Viviane Araújo, porque se tem uma Rainha de Bateria que merece esse título é a Vivi! E durante uma semana, nenhum samba foi tocado!

Meu carnaval foi ótimo, mas eu sei que o dos meus amigos no bloco também foi e das pessoas que desfilaram em suas escolas de samba do coração também(minhas duas escolas do coração são Vila Isabel e Salgueiro). Só porque eu não sou uma foliã(mas eu morro de vontade de assistir um desfile na Sapucaí) eu não tenho que querer que todos façam o mesmo que eu no carnaval; vá para todos os blocos ou assista todos os episódios atrasados da sua série, ouça samba o dia inteiro ou vá acampar no interior, seja feliz do jeito que você quiser ser no carnaval, na Sapucaí ou na Igreja!

Agora o carnaval acabou e os grupos de amor e ódio também, mas no próximo tópico “polêmico” eles já vão surgir de novo e eu vou ficar no meio pensando em porque só amar ou odiar, se dá sempre pra tentar tirar o melhor proveito da situação!

  • Então, meu povo, como foi o Carnaval de vocês? Pularam muito ou dormiram muito? Gostaram da crônica?

Crônica: Decidi meu futuro.

the future is so brigth
O futuro é tão brilhante

 

Na última semana, durante uma conversa com a minha irmã, de 11 anos, ela me disse que quando crescesse queria ser médica e eu disse que até lá, ela já teria mudado de ideia.Na hora, eu lembrei de quando tinha a idade dela e de quantas profissões eu já almejei. Veterinária, bailarina, atriz, “pintora”, médica, cantora, arquiteta(foi a que eu tinha certeza que seria), internacionalista, turismóloga, mas jornalista nunca foi uma opção.

Com 17 anos, a idade que eu deveria escolher a profissão que eu seguiria para o resto da minha vida (porque essa é a pressão que colocam em você), eu não fazia ideia! Já tinha desistido de arquitetura por causa de um professor; para relações internacionais, não passei nos vestibulares; vi que turismo não era o que eu queria. E agora?

Acabei a escola, eu tenho que fazer alguma coisa! Então, de alguma forma, fui parar em Comunicação Social, mas para Publicidade e Propaganda, e lá eu descobri que a maioria dos meus colegas, também não sabiam, exatamente, o que estavam fazendo. As aulas eram legais, mas eu ficava pensando: é isso mesmo?

Até que eu conheci a Professora Renata Feital, (ela, provavelmente, não sabe o meu nome e nem lembra de mim, mas eu vou levar ela pro resto da vida) logo no primeiro dia de aula, ela contou a história de quando ela foi alfabetizar as prostitutas da “Vila Mimosa”. A Prof.ª Feital é uma jornalista, que parece que já fez de tudo na vida e sempre fez a gente pensar fora da caixinha, para alunos que acabaram de sair da escola, no primeiro período da faculdade, pensar fora do comum não é incentivado, mas o sistema não o nosso foco, e sim, como as aulas dela me fizeram decidir pular de Publicidade para Jornalismo e sobre como eu(acho) me encontrei.

E agora, perto de me formar, não me arrependo da mudança. Talvez não seja o meu dom e talvez eu vá trabalhar com alguma coisa totalmente diferente quando acabar a faculdade, mas eu também sei, que eu não precisava ter me cobrar tanto 4 anos atrás, porque se eu não tinha me encontrado, eu poderia buscar até achar e, em algum momento, eu acharia. E agora? Agora eu quero me formar em Jornalismo, mas já quero fazer Relações Públicas, porque outra professora já me inspirou também, e se eu não gostar, sem problemas! 

Hoje, minha irmã falou que quer ser advogada, dessa vez, eu só ri.

  • Escrevi essa crônica para um trabalho da faculdade, gostei tanto dela que resolvi compartilhar com vocês, o que acharam? Talvez eu faça uma sessão de crônicas aqui! Me falem nos comentários!